Segundo um documento elaborado pela mexicana Ana Maria Gonzáles, neste momento no Estado de Chihuahua, especificamente na Ciudad Juárez, desde 1993 até o presente ano, foram cometidos perto de 420 homicídios de mulheres (feminicídio), e centenas mais de desaparecidas através das formas mais brutais, selvagens e cruéis que existam, diante de tão grave situação a resposta do governo local e federal tem sido nulas, já que não lhes interessa levantar "os porquês" dessa história, pois são mulheres e ademais, por que são operárias, na sua maioria de famílias pobres e indígenas.

Desde 1993 ignora-se quem e por que estão cometendo estes crimes. Os motivos podem ser: cinema snuff, sexo necrofílico, tráfico de órgãos, comércio sexual, narcotráfico, corrupção policial, negócios dos “balcas” e de empregados do governo.

Estas séries de execuções não se limitam ao assassinato, mas que se distinguem por seu grau de sadismo e tortura que se aplicam ao corpo das mulheres vivas, que são penetradas por todo seu corpo, lhes são arrancados seus seios, suas entranhas são abertas, lhes removem as vísceras, são desmembradas e cortadas em pedaços, lhes destroem o crânio, são queimadas, introduzidas madeiras e substâncias tóxicas em suas vaginas e nos ânus, suas colunas são quebradas e passam-lhes automóveis por cima, este horror não respeita nem mesmo as crianças.

     

De acordo com Ana Maria Gonzáles, estes crimes não são produto unicamente de indivíduos psicopatas, de rituais satânicos ou do narcotráfico; são, sobretudo, conseqüência do crescente desemprego, conseqüentemente da migração forçada, dos salários baixos e da miséria, da maquilização da economia mexicano e de seu categórico fracasso, e naturalmente da cultura patriarcal. Em síntese, de um sistema corrupto e num profundo estado de putrefação.

Alguns mexican@s pensam que Ciudad Juárez poderia ser uma zona de experimentação de testes psico-sociológicos feitos por laboratórios científicos-militares multinacionais, como acontece na Ásia, África e em países de América Latina, onde muitos casos como “miséria”, “epidemias”, “terror psicológico”, “alcoolização e drogas”, “conflitos interétnicos ou religiosos”, e “experimentos biológicos”, são criados especificamente para controlar e eliminar populações inteiras.

O exemplo de Ciudad Juárez é um assunto que deveria ser de competência federal, por que está diretamente relacionado com o crime organizado. Ciudad Juárez é a ponta do iceberg da violência contra as mulheres que vai aumentando conforme a humanidade se afunda no modelo econômico neoliberal.

Neste sábado, dia 9 de novembro, libertários e libertárias daquele país, estarão indo para as ruas, alçando sua voz contra a indiferença, e denunciando mais essa história de horror contra as mulheres.

Já no dia 25 de novembro, “Dia Internacional Contra a Violência às Mulheres”, será um dia dedicado principalmente em denunciar o horror que as mulheres e seus familiares estão vivendo em Ciudad Juarez.

Endereços úteis para as pessoas indignadas e rebeldes:

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Fuente: CMI Brasil